segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

maybe *

Talvez eu ainda estivesse presa ao passado, talvez eu ainda não soubesse o verdadeiro significado de "viver", talvez eu não conhecesse o sentido, talvez eu me tivesse perdido, talvez tivesse sido diferente se tivesse nascido em outro lugar, talvez se eu tivesse feito outras escolhas não estaria aqui, talvez se eu me tivesse "libertado" do que me sugava a alma, cria-se um outro destino, talvez se eu tivesse acreditado que era real, fosse verdadeiro, talvez se "tu" estivesses lá naquela altura, fosse diferente, talvez não teria acontecido se tu ficasses dentro do meu coração até agora, talvez se eu não tivesse ido embora, seríamos um sempre. Talvez se eu não ignorar o sentimento desconhecido, algo se crie, ou se recrie, talvez se eu assumisse o que me vai na alma e no coração fosse tudo mais fácil, talvez se eu dissesse o quanto te quero, o quanto te amo, o quanto me tornas eu, tudo se simplificasse, talvez se eu te olhasse nos olhos e abrisse o jogo, tu percebesses logo, talvez se eu te dissesse a verdade, talvez se eu esquecesse os meus medos, te contasse os meus segredos, talvez construíssemos um futuro sem muro, talvez se eu esquecesse o passado que está presente, talvez se eu vivesse o presente que permanece ausente, talvez se eu fizesse tudo diferente fosse o meu maior erro, ou talvez fazer tudo como fiz fosse o meu maior erro, talvez se eu não tivesse acreditado que a vida é feita de talvez e de porquê's, vivesse de um outro jeito, talvez se eu não repetisse tanto a palavra "talvez", tlavez se eu não perguntasse tantas vezes "porquê", talvez se eu não negasse o que sinto, talvez se eu não duvidasse do que sentes por mim, talvez se nós fossemos diferentes não estivessemos aqui, talvez se eu conseguisse acreditar em um "nós" fosse tudo mais real, talvez se eu tivesse escolhido um outro caminho não me tivesse apaixonado por ti.
Talvez se eu não me acreditasse tanto no que acabei de escrever, realizasse o que de mais profundo eu quero, talvez se eu não tivesse consciência de que me estou a enganar a mim própria ao dizer que não te amo, talvez se eu ainda fosse a verdadeira "Débora Ribeiro", admitisse que me apaixonei por ti no preciso momento em que senti o teu toque novamente, talvez se eu não tivesse medo, não é de ti que eu tenho medo, é do que eu sinto por ti que eu tenho medo. És o meu maior segredo, o segredo que eu não quero ver revelado, talvez se não fosse este o sentimento, eu me conformasse com o facto de ter de te dizer o que sinto, talvez se eu fosse a minha antiga e corajosa "eu" conseguisse dizer-te olhos nos olhos, talvez se eu conseguisse esquecer o teu toque me conseguisse libertar de ti, talvez se eu conseguisse esquecer o teu sorriso fosse tudo muito mais simples. Talvez se tu fosses outra pessoa, eu não me tivesse apaixonado por ti, talvez se tu não existisses eu sentisse um vazio enorme em mim, talvez se eu me conseguisse enganar a mim própria não estivesse com este dilema no meu coração. Talvez se eu não te amasse, te conseguisse esquecer, talvez se fosse noutra altura eu tivesse força para lutar por ti, neste momento só tenho força para lutar contra este sentimento.
Talvez se o destino chegasse antes do futuro, eu soubesse o que fazer agora, talvez... Talvez se eu te sentisse meu, o sorriso se abrisse. Talvez !

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